quarta-feira, 4 de julho de 2018

Patos a morrerem no desprezado Oásis, provavelmente devido a plantas venenosas, geram indignação!

Têm-se sucedido nas últimas semanas as queixas e alertas de muitas pessoas que lamentam o constante aparecimento de patos mortos nas margens visivelmente sujas e nas águas de aspeto inquinado do Oásis. 
Várias pessoas que nos contactaram na passada semana afirmam já terem visto patos a cambalear e com espuma a sair do bico antes de tombarem mortos como se tivessem sido vitimas de veneno, mais afirmando ser devido a plantas venenosas. 
Um facto é que fomos ao local e só vimos dois patos a nadar. Sempre ali morreram patos, por isto ou por aquilo, mas tantos como agora e prestes a desaparecerem de vez, nunca aconteceu. Há dois ou três anos viam-se dezenas por ali a dar graça e a embelezar e suavizar o local. Agora vêm-se dois. Por enquanto! 
Quanto às alegadas ‘plantas venenosas’, e como não somos especialistas no assunto, contactámos com quem o é, o técnico agrário Luis Breda, que após várias visitas ao lago, nos facultou por escrito a sua conclusão: 
“-Morte de patos no pequeno lago do Oásis próximo do restaurante ali existente: Na qualidade de cidadão residente nesta cidade e como Técnico Agrário com longa experiência na área de espécies infestantes, e combate a pragas nas culturas agrícolas em Moçambique, na QUIMIGAL Portuguesa e SAPEC e na direção de projetos, tomei a liberdade de procurar resposta no local para a causa da morte dos patos selvagens cuja população está a ser reduzida por razões estranhas. Testemunhei que o pequeno lago se apresenta ao abandono com uma perigosa ocupação de uma espécie de planta que ocupa a maioria do espaço deixando pouca área para os patos sobreviverem. Não é possível compreender que a espécie tenha liberdade para atingir a idade de dar flor que em muitos casos é venenosa. O sistema radicular subaquática desenvolve um perigoso sistema  que asfixia qualquer ave ou animal de pequeno porte que nele penetre como o pato... Assisti lá esta manhã á labuta de um cidadão idoso (sr. Constantino?) que confessou dedicar-se diariamente á retirada de parte destas plantas perigosas. Mais informo que fiz um contacto telefónico com um experiente amigo eng.º agrário residente no Algarve, onde é proprietário de uma empresa de jardins, lagos e de campos de golfe, que comprovou o perigo destas plantas para qualquer espécie. Em meu entender a causa da morte deve-se ao denso sistema radicular subaquático que rouba a liberdade de flutuar a qualquer espécie.   Urgente é retirar a água, combater a população verde, conservar a água limpa e escolher a opção: -Ou é um lago de plantas; -Ou é um reservatório de água para espécies viverem como: patos, galinhas da água e outras."

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