Carta ao diretor:
"No sábado, naquele sábado, acordei com o temporal – não fiquei admirada. Afinal a Figueira da Foz estava de “alerta vermelho” segundo as notícias que tinha ouvido.
"No sábado, naquele sábado, acordei com o temporal – não fiquei admirada. Afinal a Figueira da Foz estava de “alerta vermelho” segundo as notícias que tinha ouvido.
A fazer jus à minha fama de corajosa (só fama!), resolvi pegar no carro e como de costume ir tomar o pequeno-almoço. Não tomei. Não havia eletricidade!
De regresso a casa, para além do vento que assustava, nas ruas via outdoors e persianas partidos e contentores do lixo que andavam mais depressa do que os carros!! ...e eis que o espelho retrovisor do meu automóvel voou! Começava a ficar sério. Como tiro das situações sempre o lado mais agradável pensei… isto parece a América. Vou para casa ouvir a comunicação do “mayor”. Eletricidade também não havia e assim peguei num daqueles transmissores a pilhas onde antigamente se ouvia o “Simplesmente Maria” e fiquei à espera. Nada!
Mas pensei: “-Está no campo das operações!”. Vim ver se por acaso estaria no Bairro Novo. Desilusão! Vi apenas árvores e sinais de trânsito, janelas, reclames publicitários partidos, e umas chapas de zinco que estavam quase soltas e iriam constituir um perigo. Liguei para a Proteção Civil, as ligações estavam interrompidas. Fui lá pessoalmente. A azáfama era grande. O coordenador, com calma, lá ia coordenando as operações de telemóvel no ouvido. Depressa a Quiaios, às Alhadas onde as chapas estão a voar e podem ferir alguém. Está a estrada cortada para Maiorca….
Aí fiquei com a certeza que a Figueira da Foz não é só o Bairro Novo, no entretanto 10 minutos depois lá estavam os seus homens a retiraram as chapas e as árvores que constituíam perigo para o Bairro. Afastado o perigo, fiquei disponível para procurar o “mayor”, mas encontrei apenas o vereador Miguel Almeida, cheio de lama, à porta de um restaurante e a dar as notícias daquilo que se estava a passar nas freguesias, porque tinha acabado de vir de lá.
Do “mayor”, nada! Apenas encontrei a vontade da Proteção Civil em resolver os nossos problemas porque afinal o Bairro Novo ainda não é Nova York… "
(Isto é apenas um desabafo sobre o que senti com o temporal que assolou a Figueira da Foz e que gostaria de ver publicado nas cartas ao leitor se nisso virem algum interesse. Ana Machado).
Francamente Sra. D. Ana Machado. Para si a Figueira da Foz e só o Bairro Novo? Que texto e este? Esta ao serviço do Sr. Miguel Almeida? Sou testemunha do empenho do presidente e da vereação....percorreram todo o concelho....não lhe fica bem...
ResponderEliminarO anónimo das 22h40 a dizer "que viu" o presidente a percorrerem todo o concelho... eia, andou com eles!? É que, fora ele, mais ninguém os viu! Eu não conheço pessoalmente a Ana Machado, mas pelo menos ela assina o que escreve.
ResponderEliminarA.O.
Não pretendi com o artigo que escrevi fazer juízo de valor de quem quer que seja, mas apenas descrever um dia na minha vida que dadas as circunstâncias nunca tinha vivido!!!
ResponderEliminarO dia foi medonho!!! E o meu artigo, se calhar, até serviu para exorcizar todo o medo que senti, principalmente que os estragos materiais no Bairro Novo se viessem a juntar a outros que já tornam difícil a nossa sobrevivência enquanto Empresários. Somente fiz a descrição da vivência do meu dia e nada mais. Se enalteci somente o trabalho da Protecção Civil, foi porque esse foi o único contacto que vivi.
Quanto ao “Mayor” era apenas o meu exagero, sonhando o meu Bairro “nesse dia em que nada mais se podia fazer senão sonhar”, como um Bairro tão importante que tudo nele se centraria e tudo o resto seria secundário, “se calhar impressionada pelas imagens que habitualmente me chegam de Nova Iorque aquando das catástrofes que costumam viver”.
E a pergunta impõe-se. Uma pessoa já não pode sonhar?!!! E um certo ar poético a escrever sobre o que gostamos não será legítimo?!!!
Pode até ser egoísmo mas a respeito dos nossos afectos, todo o sonho faz sentido.
Ana Machado
Não pretendi com o artigo que escrevi fazer juízo de valor de quem quer que seja, mas apenas descrever um dia na minha vida que dadas as circunstâncias nunca tinha vivido!!!
ResponderEliminarO dia foi medonho!!! E o meu artigo, se calhar, até serviu para exorcizar todo o medo que senti, principalmente que os estragos materiais no Bairro Novo se viessem a juntar a outros que já tornam difícil a nossa sobrevivência enquanto Empresários. Somente fiz a descrição da vivência do meu dia e nada mais. Se enalteci somente o trabalho da Protecção Civil, foi porque esse foi o único contacto que vivi.
Quanto ao “Mayor” era apenas o meu exagero, sonhando o meu Bairro “nesse dia em que nada mais se podia fazer senão sonhar”, como um Bairro tão importante que tudo nele se centraria e tudo o resto seria secundário, “se calhar impressionada pelas imagens que habitualmente me chegam de Nova Iorque aquando das catástrofes que costumam viver”.
E a pergunta impõe-se. Uma pessoa já não pode sonhar?!!! E um certo ar poético a escrever sobre o que gostamos não será legítimo?!!!
Pode até ser egoísmo mas a respeito dos nossos afectos, todo o sonho faz sentido.
Ana Machado
O Mayor deve ter andado é por Coimbra a ver o que o mau tempo fez... por cá ninguém o viu!
ResponderEliminarOh Ana Machado .... Que vergonha! Afinal a sua associação do bairro novo e para fazer política de caserna? Nao conte mais comigo
ResponderEliminarAss. Júlio santos Pereira