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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Entrou no nó do Louriçal e percorreu cerca de 23 quilómetros em contramão na A17 - “Isto não é um "engano" é sim uma bomba relógio ao volante!”

Não foram 200 metros. Não foi uma entrada errada corrigida imediatamente. Foram 23 quilómetros em contramão numa autoestrada!

Um português de 37 anos percorreu a A17 desde o nó do Louriçal, em Pombal, até Ortigosa, em Leiria, de frente para o trânsito, colocando em perigo todos os que se cruzaram com ele.

A GNR conseguiu intercetá-lo pelas 05h45 desta madrugada depois de uma testemunha ter alertado o 112. No teste de alcoolemia, acusou 1,62 g/l - uma taxa considerada crime.

Agora não venham dizer que foi “apenas um erro. Beber foi uma escolha". Segundo um artigo que se pode ler na página do Facebook de Motoristas do Asfalto, "conduzir foi outra. Continuar durante 23 quilómetros também teve consequências que podiam ter sido fatais.”

Durante todo esse percurso, cada luz que aparecia à frente podia transformar-se numa colisão frontal. Podia ser uma família, um trabalhador a caminho do emprego ou um camionista com dezenas de toneladas nas mãos.

Se tivesse matado alguém, chamar-lhe-iam “acidente”. Mas quando uma pessoa conduz alcoolizada e percorre 23 quilómetros em contramão, a tragédia deixa de ser azar e passa a ser uma consequência perfeitamente previsível.

Desta vez não houve mortos. Não graças ao condutor, mas graças ao alerta de uma testemunha, à intervenção da GNR e à sorte de quem circulava na A17.

Que castigo merece alguém que transforma um automóvel numa arma? Prisão efetiva e vários anos sem carta seriam exagero?

(Fonte: Página do Facebook de Motoristas do Asfalto com a foto gerada por IA)

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