É pá, deixem de fechar as avenidas da Figueira da Foz!
Já neste jornal escrevemos sobre os constantes transtornos causados aos figueirenses, aos banhistas vindos das redondezas para irem para a praia, aos automobilistas e a toda uma população, que causam os constantes encerramentos das avenidas da Figueira da Foz e de Buarcos.
Por qualquer prova que se realize, mesmo daquelas sem projeção, “toca de fechar” a cidade, sem a sensibilidade de se ver que é a um domingo de junho onde as pessoas querem é ir para a praia, para uma esplanada fresca, ou dar uma mera “volta por aí”.
A este propósito transcrevemos um oportuno artigo publicado há poucas horas por José Santos, ex-jornalista do Diário de Coimbra, na sua página do Facebook:
“-Não há memória de uma situação destas na cidade. Nem as festas do S. João provocam um caos no trânsito como aconteceu hoje de manhã, sobretudo entre as 8h00 e as 10h30, com os automobilistas a ficarem privados de chegar à praia. Mesmo no ano do Centenário, que teve cá as comemorações do 10 de Junho, isto nunca aconteceu.
O traçado da prova cortou praticamente todos os acessos à praia e para quem não era de cá mais complicado foi. Na zona ribeirinha os agentes da PSP tiveram dificuldades em explicar como é que as pessoas conseguiam chegar à praia (nr: Alguns nem eram de cá, vieram de Coimbra, portanto nem conheciam a cidade) já para não falar dos estrangeiros e até de alguns autocarros.
Entre Vila Verde e o Cabo Mondego, incluindo o Jardim Municipal, a rotunda do Jumbo e do Centro de Saúde, estava tudo cortado ao trânsito e na zona ribeirinha, incluindo a Praça Velha e Praça Nova, onde a maioria dos participantes na prova estacionou as suas viaturas, se juntarmos que hoje é dia de Comunhão na Igreja Matriz, o caos foi total, porque as alternativas dos agentes da PSP era direcionar o trânsito pelas ruas interiores da cidade, principalmente a dos Bombeiros Voluntários e Rua dos Combatentes, mas como os acessos para as abadias estavam cortados, o trânsito voltava para baixo e vinha sair ao ponto inicial que era o Largo do Carvão, isto para não falar nos autocarros que não cabiam nessas ruas, como aconteceu com um da Junta de Freguesia de Brasfemes, que trazia pessoas para a praia.
É impensável que os mentores de tudo isto e os responsáveis da cidade não analisassem isto e autorizaram que tudo acontecesse. Há que repensar a situação e lembrarem-se que Junho já é mês de férias para muita gente.
Tudo isto tinha sido possível sem grandes confusões, porque a maioria da prova disputou-se em vias com duas faixas de rodagem. Se tivessem colocado separadores e umas fitas tudo estava simplificado porque, com excepção da partida que é à “molhada”, o resto da prova desenrola-se em fila.”