Jornalista Carlos Paiva faleceu ontem tarde –Velório seguido de funeral amanhã na Igreja Matriz da Figueira da Foz
Depois
de algumas semanas internado no Hospital da Figueira da Foz, foi
transferido recentemente para Cantanhade, para uma unidade de
cuidados continuados, onde faleceu esta segunda-feira por volta das
17h00. |
| Carlos Paiva com Santana Lopes |
A
infausta notícia foi hoje divulgada por José Santos, que exerceu
igualmente a profissão de jornalista, tendo ambos ombreado as
funções durante largos anos.
Carlos
Paiva foi sobejamente conhecido pela sua vida profissional
multifacetada com diversas atividades, como jogador de futebol,
agente de seguros, empregado mesa, fotógrafo e jornalista,
Nasceu
15 de Outubro de 1947, em S. João da Madeira, onde fez todo o seu
percurso escolar até ao 12.º ano. Saiu daqui para a Força Aérea,
na Ota, em Março 1966, integrando assim o Estado Maior da Força
Aérea até 1970, como operador de comunicações e controlador
aéreo.
Na
vida militar esteve 25 meses em Moçambique, destacado em Lourenço
Marques e depois um pouco pela zona do Niassa, Beira e Nampula,
regressando em Março de 1970.
Ainda
jovem iniciou-se na prática do futebol nas camadas jovens da
Sanjoanense, onde mostrou alguma habilidade até que, depois de
regressar de Moçambique e passar à disponibilidade, procurou
melhorar a vida tentando ingressar na TAP e a convite de uma
companhia aérea foi para Angola, tendo estado à experiência no
Sporting e Benfica de Luanda, mas acabou por ir para o Lusitânia do
Lobito, onde jogou 2 anos como profissional a partir de 1972,
iniciando neste mesmo ano a carreira jornalística em três órgãos
de comunicação: jornal O Lobito, O Momento Desportivo e colaborou
com o Rádio Clube do Lobito, regressando a Portugal em Novembro
1975.
Antes
de vir para a Figueira da Foz, andou no mercado de trabalho
diversificado em S. João da Madeira, Porto, Aveiro e Lisboa. Em
1978, na Figueira da Foz, surgiu a oportunidade, criou família e
radicou-se de vez na Praia da Claridade. Nesta cidade dedicou-se de
alma e coração ao jornalismo onde foi colaborador de O Record,
Gazeta dos Desportos, A Bola, Jogo, Diário Coimbra, Jornal de
Notícias e Chefe de Redação na A Voz da Figueira, ao mesmo tempo
que fazia rádio no Rádio Clube Foz de Mondego e Rádio Maiorca.
Entre
vários programas de que foi produtor, teve alguns de relevo:
"Estrelas da Madrugada" e "Cruzeiro de Prata",
entre muitos outros
Em
tempos chegou a ter carro e a conduzir, mas problemas de saúde
afetaram-lhe a visão e após diversas cirurgias que nem sempre
correram bem, acabou por perder a visão total em 2010, ficando
entregue à sua sorte e à amizade dos amigos.
Era
um jornalista free-lancer, com carteira profissional n.º 2443 , que
tinha a particularidade de viajar através de boleias (mais de 40
mil) que o levou a ser entrevistado por esse feito no Jornal de
Notícias e esteve no programa do Luís Goucha em 1997. Nessas
boleias houve "estórias" caricatas, por exemplo: no
Gavião, fez 30 kms de trator. Teve um amigo que o transportou até
perto de Abrantes e dai para a frente só apareceu um trator que o
levou e chegou a tempo do início do jogo entre Gavião e a Naval.
Viajou
por diversos pontos da Europa, destacando-se em 1997 em Vinius na
Lituânia, Jogos Sem Fronteiras na Hungria, diversas Europeade em
França, Alemanha, Espanha e Itália, entre outros países.
Foi
Prémio Carreira atribuído pela FigueiraTV e um prémio áudio-visual
no Festival Internacional de Cinema
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O
velório de Carlos Paiva vai iniciar-se amanhã, quarta, pelas 11
horas, na Igreja de Santo António na Figueira da Foz, e o funeral sairá às 12
horas.
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1 comentário:
Os meus sentidos pêsames para a família e amigos. Que a sua alma descanse em Paz e Luz.
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