terça-feira, 7 de julho de 2026

Hospital da Figueira já realizou as primeiras cirurgias de retina

O Centro de Responsabilidade Integrada (CRI) de Oftalmologia da Unidade Local de Saúde (ULS) do Baixo Mondego realizou, recentemente, as suas primeiras cirurgias vítreo-retinianas no Hospital Distrital da Figueira da Foz. As intervenções foram levadas a efeito com recurso à utilização da nova plataforma tecnológica UNITY VCS, o que está a permitir concretizar procedimentos minimamente invasivos e, consequentemente, proporcionar uma recuperação pós-operatória mais rápida e com melhores resultados funcionais. 

«É uma enorme satisfação ver a Oftalmologia a evoluir e a conseguir aumentar o leque do seu serviço. Com a introdução desta inovação começamos a ter capacidade para fazermos outro tipo de cirurgias que antes não tínhamos. Para além de servirmos melhor os nossos doentes com um nível de qualidade elevado, conseguimos oferecer saúde em proximidade, pois com a aplicação destes cuidados altamente especializados aumentamos a capacidade de resposta local, evitando a necessidade de transferir utentes da região para outras unidades hospitalares, onde existiam listas de espera significativas para cirurgia», destaca Ana Raquel Santos, presidente do Conselho de Administração da ULS do Baixo Mondego, em declarações ao Diário de Coimbra.

Dirigido pela oftalmologista Emília Cardoso, refira-se que o CRI de Oftalmologia conta com uma equipa multidisciplinar de oito médicos, cinco ortoptistas, três enfermeiros e duas assistentes técnicas, contando ainda com o apoio de técnicos auxiliares de saúde. Para implementar a cirurgia vítreo-retiniana, a instituição investiu na formação específica das equipas médicas e de enfermagem, na reorganização dos circuitos assistenciais e contou com o apoio especializado da cirurgiã Angelina Meireles. A par da nova valência cirúrgica, o serviço foi então equipado com a plataforma tecnológica UNITY VCS, um equipamento de última geração e de elevada precisão que é direcionado para cirurgias da catarata e da retina.

«A introdução da cirurgia de retina e a incorporação de tecnologia de última geração constituem marcos importantes no desenvolvimento da especialidade, refletindo uma estratégia de crescimento sustentado e de diferenciação clínica», evidencia, por sua vez, Emília Cardoso, diretora do CRI de Oftalmologia. De acordo com a responsável, o objetivo passa por “preparar o futuro da especialidade, reforçando a capacidade assistencial, atraindo profissionais altamente qualificados e investindo continuamente na inovação tecnológica”...

(Extrato de notícia que pode continuar a ler em Diário de Coimbra)

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