Hospital da Figueira já realizou as primeiras cirurgias de retina
O
Centro de Responsabilidade Integrada (CRI) de Oftalmologia da Unidade
Local de Saúde (ULS) do Baixo Mondego realizou, recentemente, as
suas primeiras cirurgias vítreo-retinianas no Hospital Distrital da
Figueira da Foz. As intervenções foram levadas a efeito com recurso
à utilização da nova plataforma tecnológica UNITY VCS, o que está
a permitir concretizar procedimentos minimamente invasivos e,
consequentemente, proporcionar uma recuperação pós-operatória
mais rápida e com melhores resultados funcionais.
«É
uma enorme satisfação ver a Oftalmologia a evoluir e a conseguir
aumentar o leque do seu serviço. Com a introdução desta inovação
começamos a ter capacidade para fazermos outro tipo de cirurgias que
antes não tínhamos. Para além de servirmos melhor os nossos
doentes com um nível de qualidade elevado, conseguimos oferecer
saúde em proximidade, pois com a aplicação destes cuidados
altamente especializados aumentamos a capacidade de resposta local,
evitando a necessidade de transferir utentes da região para outras
unidades hospitalares, onde existiam listas de espera significativas
para cirurgia», destaca Ana Raquel Santos, presidente do Conselho de
Administração da ULS do Baixo Mondego, em declarações ao Diário
de Coimbra.
Dirigido
pela oftalmologista Emília Cardoso, refira-se que o CRI de
Oftalmologia conta com uma equipa multidisciplinar de oito médicos,
cinco ortoptistas, três enfermeiros e duas assistentes técnicas,
contando ainda com o apoio de técnicos auxiliares de saúde. Para
implementar a cirurgia vítreo-retiniana, a instituição investiu na
formação específica das equipas médicas e de enfermagem, na
reorganização dos circuitos assistenciais e contou com o apoio
especializado da cirurgiã Angelina Meireles. A par da nova valência
cirúrgica, o serviço foi então equipado com a plataforma
tecnológica UNITY VCS, um equipamento de última geração e de
elevada precisão que é direcionado para cirurgias da catarata e da
retina.
«A
introdução da cirurgia de retina e a incorporação de tecnologia
de última geração constituem marcos importantes no desenvolvimento
da especialidade, refletindo uma estratégia de crescimento
sustentado e de diferenciação clínica», evidencia, por sua vez,
Emília Cardoso, diretora do CRI de Oftalmologia. De acordo com a
responsável, o objetivo passa por “preparar o futuro da
especialidade, reforçando a capacidade assistencial, atraindo
profissionais altamente qualificados e investindo continuamente na
inovação tecnológica”...
(Extrato
de notícia que pode continuar a ler em Diário de Coimbra)
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