sábado, 3 de julho de 2021

Emigrante na Suíça distribui material hospitalar para Portugal e esta 5ª feira doou 50 camas novas ao Hospital da Figueira!

Emigrante Américo Agostinho (ao centro) a ser entrevistado na Rádio Arremesso
Fomos alertados por um emigrante figueirense para o facto de ter escutado numa estação de rádio de língua portuguesa, na Suiça, uma entrevista a um outro emigrante natural da Figueira da Foz por este ser um associativista que recolhe há anos material hospitalar como novo, ou mesmo sem nunca ter sido usado, e o redistribui por unidades hospitalares portuguesas. E que a próxima remessa seria mesmo para o Hospital da Figueira!

Ficámos curiosos e assim, depois de algumas trocas de mensagens, conseguimos saber que a entrevista tinha passado na Rádio Arremesso, uma radio cem por cento em português e sempre em contacto com a comunidade de língua portuguesa, localizada em Genebra. Fomos à procura e conseguimos falar com o seu presidente, Pedro Machado, que nos contou já ser a segunda entrevista feita a Américo Agostinho, enfermeiro especialista no controlo de prevenção, o qual, radicado há vários anos na Suíça, se apercebeu que a totalidade do material hospitalar, especialmente camas, colchões, mesas de cabeceira e fardas, entre outros, era destruído e substituído de dez em dez anos, no máximo de quinze em quinze, na totalidade! Muito deste material sem mesmo chegar a ser usado, pois se, por exemplo, tivessem recebido 300 camas e só tenham precisado de 200, as restantes 100 nem desempacotadas foram! 

Daqui nasceu a ideia de Américo Agostinho de pedir para não as destruírem para assim poderem ser doadas. Na segunda entrevista que deu à Rádio Arremesso esclareceu que o projeto começou vai para três anos e, como sempre colaborou em projetos associativos, começou por contactar vários hospitais e lares de Portugal a perguntar se tinham necessidade de algum desse material, em especial de camas. A resposta não se fez esperar, e os contactos com pedidos começaram a chegar! 

Muitos os pedidos, sim, para doações - mas também há muitas centenas de hospitais e lares na Suiça a doar o material que vão reciclando na totalidade de dez em dez anos! E até já são eles que telefonam ao benfeitor para ir recolher as camas, que a eles até dá jeito, é uma forma de escoar o que já não necessitam... mas que irá fazer muita falta a outros! 

Entretanto, na entrevista, Américo esclareceu que, ao contrário do que foi dito, o seu local de nascimento foi em Faíscas, uma povoação situada entre Cantanhede, Montemor-o-Velho e Tocha. E que o material só é entregue depois de se comprovar que os hospitais ou lares para onde é destinado são instituições sem intuito lucrativo, quer sejam lares, hospitais, quartéis de bombeiros, associações paroquiais ou associações recreativas. Refere também que as camas são elétricas ou articuladas, enquanto que em Portugal nalgumas destas instituições ainda são de madeira! E que as camas que vão para os hospitais são distintas das que seguem para os lares. 

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Até hoje já foram doadas cerca de 800 camas, onde se incluem meia centena entregues esta 5ª feira no Hospital Distrital da Figueira da Foz. Que segundo Ana Rita, do Gabinete de Comunicação e Imagem do HDFF, "são de qualidade excelente"! 

(Ouvir a última entrevista de Américo Agostinho na Rádio Arremesso AQUI)

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