Com 89 anos casa em segredo com mulher de 64 anos no registo civil da Figueira da Foz em maio de 2020 a dezenas de kms de Soure onde viviam... e perdeu quase tudo!
Manuel Parreirão, um idoso de 89 anos residente em Soure, viveu um verdadeiro pesadelo após um casamento secreto realizado durante o confinamento da pandemia do covid-19.
O
matrimónio, celebrado em maio de 2020 com Maria Alice, 26 anos mais
nova, passou despercebido aos filhos do idoso, que só vieram a
descobrir a união meses depois.
Esta
é uma reportagem da Investiçação SIC a qual é esmiuçada e bem
explicada pelo Notícias de Coimbra, o que que aqui reproduzimos:
O
casamento foi realizado na conservatória da Figueira da Foz, a mais
de 30 km de Soure, apesar de Manuel morar a poucos minutos da
conservatória local. Carlos, filho de Manuel, soube da união pela
irmã e decidiu visitar o pai. Quando o encontrou, a situação era
alarmante: Manuel estava sozinho, em más condições, rodeado de
gatos e dejetos, e não conseguia reconhecer os filhos devido à
demência avançada. “Vi o meu pai semi deitado no sofá da sala e
só depois percebi que não nos reconhecia. Estava completamente
desorientado”.
Após
obter autorização judicial, os filhos de Manuel tiveram acesso às
suas contas bancárias, onde descobriram levantamentos contínuos,
entre 200 e 400 euros, que reduziram o saldo de 50 mil para apenas 9
mil euros em um ano. Também foram identificados débitos diretos em
nome de terceiros.
Para
além disso, Manuel possuía várias propriedades em Soure, Amadora e
Lagos, no Algarve. No entanto, pouco tempo após o casamento, os
imóveis começaram a ser vendidos, incluindo um apartamento na
Amadora, que foi colocado no mercado através de uma imobiliária
localizada em frente ao prédio. Manuel nunca recebeu qualquer valor
por essas vendas.
A
investigação da SIC revelou que, para contornar a lei e transferir
um imóvel de três andares e piscina para a mulher com quem casou em
segredo, a advogada Sara Ramalho Pereira terá sugerido a dação em
cumprimento da propriedade. A estratégia consistia em simular uma
dívida de Manuel para com Maria Alice, já num estágio avançado de
demência. A advogada foi a responsável pela assinatura do Documento
Particular Autenticado, que facilitou a transação.
Em
consequência, o Conselho de Deontologia da Ordem dos Advogados
suspendeu a cédula profissional de Sara Ramalho Pereira, acusada de
envolvimento na burla que lesou o património de Manuel.
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