domingo, 27 de janeiro de 2013

O Bairro Novo ainda não é Nova York!

Carta ao diretor:
"No sábado, naquele sábado, acordei com o temporal – não fiquei admirada. Afinal a Figueira da Foz estava de “alerta vermelho” segundo as notícias que tinha ouvido. 
A fazer jus à minha fama de corajosa (só fama!), resolvi pegar no carro e como de costume ir tomar o pequeno-almoço. Não tomei. Não havia eletricidade! 
De regresso a casa, para além do vento que assustava, nas ruas via outdoors e persianas partidos e contentores do lixo que andavam mais depressa do que os carros!! ...e  eis que o espelho retrovisor do meu automóvel voou! Começava a ficar sério. Como tiro das situações sempre o lado mais agradável pensei… isto parece a América. Vou para casa ouvir a comunicação do “mayor”. Eletricidade também não havia e assim peguei num daqueles transmissores a pilhas onde antigamente se ouvia o “Simplesmente Maria” e fiquei à espera. Nada! Mas pensei: “-Está no campo das operações!”. Vim ver se por acaso estaria no Bairro Novo. Desilusão! Vi apenas árvores e sinais de trânsito, janelas, reclames publicitários partidos, e umas chapas de zinco que estavam quase soltas e iriam constituir um perigo. Liguei para a Proteção Civil, as ligações estavam interrompidas. Fui lá pessoalmente. A azáfama era grande. O coordenador, com calma, lá ia coordenando as operações de telemóvel no ouvido. Depressa a Quiaios, às Alhadas onde as chapas estão a voar e podem ferir alguém. Está a estrada cortada para Maiorca…. Aí fiquei com a certeza que a Figueira da Foz não é só o Bairro Novo,  no entretanto 10 minutos depois lá estavam os seus homens a retiraram as chapas e as árvores que constituíam perigo para o Bairro. Afastado o perigo, fiquei disponível para procurar o “mayor”, mas encontrei apenas o vereador Miguel Almeida, cheio de lama, à porta de um restaurante e a dar as notícias daquilo que se estava a passar nas freguesias, porque tinha acabado de vir de lá. Do “mayor”, nada! Apenas encontrei a vontade da Proteção Civil em resolver os nossos problemas porque afinal o Bairro Novo ainda não é Nova York… "
(Isto é apenas um desabafo sobre o que senti com o temporal que assolou a Figueira da Foz e que gostaria de ver publicado nas cartas ao leitor se nisso virem algum interesse. Ana Machado).

6 comentários:

Anónimo disse...

Francamente Sra. D. Ana Machado. Para si a Figueira da Foz e só o Bairro Novo? Que texto e este? Esta ao serviço do Sr. Miguel Almeida? Sou testemunha do empenho do presidente e da vereação....percorreram todo o concelho....não lhe fica bem...

Anónimo disse...

O anónimo das 22h40 a dizer "que viu" o presidente a percorrerem todo o concelho... eia, andou com eles!? É que, fora ele, mais ninguém os viu! Eu não conheço pessoalmente a Ana Machado, mas pelo menos ela assina o que escreve.
A.O.

Ana Machado disse...

Não pretendi com o artigo que escrevi fazer juízo de valor de quem quer que seja, mas apenas descrever um dia na minha vida que dadas as circunstâncias nunca tinha vivido!!!

O dia foi medonho!!! E o meu artigo, se calhar, até serviu para exorcizar todo o medo que senti, principalmente que os estragos materiais no Bairro Novo se viessem a juntar a outros que já tornam difícil a nossa sobrevivência enquanto Empresários. Somente fiz a descrição da vivência do meu dia e nada mais. Se enalteci somente o trabalho da Protecção Civil, foi porque esse foi o único contacto que vivi.

Quanto ao “Mayor” era apenas o meu exagero, sonhando o meu Bairro “nesse dia em que nada mais se podia fazer senão sonhar”, como um Bairro tão importante que tudo nele se centraria e tudo o resto seria secundário, “se calhar impressionada pelas imagens que habitualmente me chegam de Nova Iorque aquando das catástrofes que costumam viver”.

E a pergunta impõe-se. Uma pessoa já não pode sonhar?!!! E um certo ar poético a escrever sobre o que gostamos não será legítimo?!!!

Pode até ser egoísmo mas a respeito dos nossos afectos, todo o sonho faz sentido.
Ana Machado

Ana Machado disse...

Não pretendi com o artigo que escrevi fazer juízo de valor de quem quer que seja, mas apenas descrever um dia na minha vida que dadas as circunstâncias nunca tinha vivido!!!

O dia foi medonho!!! E o meu artigo, se calhar, até serviu para exorcizar todo o medo que senti, principalmente que os estragos materiais no Bairro Novo se viessem a juntar a outros que já tornam difícil a nossa sobrevivência enquanto Empresários. Somente fiz a descrição da vivência do meu dia e nada mais. Se enalteci somente o trabalho da Protecção Civil, foi porque esse foi o único contacto que vivi.

Quanto ao “Mayor” era apenas o meu exagero, sonhando o meu Bairro “nesse dia em que nada mais se podia fazer senão sonhar”, como um Bairro tão importante que tudo nele se centraria e tudo o resto seria secundário, “se calhar impressionada pelas imagens que habitualmente me chegam de Nova Iorque aquando das catástrofes que costumam viver”.

E a pergunta impõe-se. Uma pessoa já não pode sonhar?!!! E um certo ar poético a escrever sobre o que gostamos não será legítimo?!!!

Pode até ser egoísmo mas a respeito dos nossos afectos, todo o sonho faz sentido.
Ana Machado

Anónimo disse...

O Mayor deve ter andado é por Coimbra a ver o que o mau tempo fez... por cá ninguém o viu!

Anónimo disse...

Oh Ana Machado .... Que vergonha! Afinal a sua associação do bairro novo e para fazer política de caserna? Nao conte mais comigo
Ass. Júlio santos Pereira

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